- Tudo o que faço ou medito
- Fernando Pessoa, 13-9-1933
Fica sempre na metade.
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.
Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúdica e rica,
E eu sou um mar de sargaço ---
Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem.
O genial poeta provavelmente sofria da mesma angústia que eu - a de sentir que tudo que mais desejamos está agora a anos-luz do nosso alcance. Os maiores e mais queridos sonhos, que um dia nos impulsionaram para cima, parecem agora estrelas cada vez menores e mais distantes, e olhamos para elas do fundo do lamaçal em que nos encontramos. Cada vez mais rápido voam dias, semanas e meses, escapando de nossas mãos como areia, esvaindo-se e rasgando diante de nossos olhos toda nossa limitação.
Não estou nada bem da saúde - física e espiritual. Não me recordo da última vez que fui à igreja ou da última vez em que orei. Me sinto totalmente indigna de pedir a Deus qualquer coisa, e ao elevar o pensamento a Ele, expresso somente minha gratidão pelo Seu amor imenso e desinteressado por alguém tão miserável como eu.
O que ainda me dá ânimo é a graduação, a que tenho me dedicado bastante, principalmente à minha pesquisa em Lingüística Crítica e Análise do Discurso na Literatura. Falando nisso, estou adorando conhecer mais do poeta e suas outras personalidades. É incrível como, para cada estado em que me encontro, há uma poesia sua. Graças à ajuda de amigos e outras pessoas especiais, ainda não desisti totalmente. Sei que essa fase ruim, que por vezes parece eterna, há de passar.
Sobre um certo comentário feito a um certo post, é uma lástima que eu não tenha conseguido impressioná-lo(a), mas esse nunca foi o propósito desse blog.
A todos, meu abraço.
.
Não estou nada bem da saúde - física e espiritual. Não me recordo da última vez que fui à igreja ou da última vez em que orei. Me sinto totalmente indigna de pedir a Deus qualquer coisa, e ao elevar o pensamento a Ele, expresso somente minha gratidão pelo Seu amor imenso e desinteressado por alguém tão miserável como eu.
O que ainda me dá ânimo é a graduação, a que tenho me dedicado bastante, principalmente à minha pesquisa em Lingüística Crítica e Análise do Discurso na Literatura. Falando nisso, estou adorando conhecer mais do poeta e suas outras personalidades. É incrível como, para cada estado em que me encontro, há uma poesia sua. Graças à ajuda de amigos e outras pessoas especiais, ainda não desisti totalmente. Sei que essa fase ruim, que por vezes parece eterna, há de passar.
Sobre um certo comentário feito a um certo post, é uma lástima que eu não tenha conseguido impressioná-lo(a), mas esse nunca foi o propósito desse blog.
A todos, meu abraço.
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