quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Gracias

Esse post é somente para agradecer pelos gentis comentários que tenho recebido. Vocês são realmente muito educados, obrigado! Só uma pergunta: de onde vocês tiraram essa história de livro? É... se bem que, depois de uma que me aconteceu, nada mais me surpreende. Um certo dia em uma livraria famosa, passeando meu olhar por entre os mais vendidos, tive minha atenção despertada por um livro de capa preta e título paradoxal. Vencendo minha miopia, apertei os olhos e li o nome do autor: Bruna Surfistinha(??!!). Pensei: deve ser a fome! Sacudi um pouco a cabeça e tentei decifrar novamente. Engano meu, amigos. Aquela aberração era real e estava deixando suados dois rapazinhos perto de mim que devoravam trêmulos um exemplar não-lacrado d’O doce veneno do escorpião’ – assim se chamava a obra. Por pouco não contive minha repulsa: as aventuras sexuais de uma prostituta narradas sem a menor preocupação estética e ainda figurando entre os mais vendidos, era demais para uma apaixonada por livros como eu. Corri para as estantes onde jaziam esquecidos Veríssimo, Lygia, Clarice, e tantos outros, quase gritando “Socoooorrrro!”. Ingeri doses cavalares de contos, crônicas e poesia e voltei para casa. Pouco tempo depois, volto àquela livraria – maior atrativo de um shopping para uma desprovida de recursos e rica em curiosidade como eu. Mal havia me recuperado totalmente do trauma, e vejo na vitrine: “O que aprendi com Bruna Surfistinha – Lições de uma vida nada fácil”, agora assinado por Rachel Pacheco, a própria “Bruna”. Dessa vez balancei a cabeça apenas como censura e suspirei de desgosto. Outro dia, um amigo falou que havia baixado da internet o arquivo em áudio do primeiro livro. Após sentir náuseas por me imaginar ouvindo aquilo, fiquei a pensar no Brás Cubas, que não acreditava que mais de dez pessoas leriam suas Memórias Póstumas. Talvez nosso defunto-autor estaria prevendo a que ponto chegaríamos. Felizmente o número de leitores foi bem maior e hoje sua obra serve de refúgio contra disparates como Paulo Coelho, Dan Brown, Harry Potter, Brunas, escorpiões e tantos outros venenos letais à mente de qualquer pessoa. Mais uma vez, muito obrigado pelos comentários. Realmente, depois de comprovar que qualquer um pode publicar um livro, não vou mais duvidar das profecias de vocês. Deixo esse link para complementar o que escrevi:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u65281.shtml

Abraços!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Cogito

Ontem pude comprovar mais uma vez a impotência do homem perante as leis da natureza, após ter sido derrubada por um jantar, uma sobremesa e alguns chocolates no domingo à noite. Por ter perdido a disputa entre meu estômago e essas três forças, o dia de ontem foi péssimo. Tive que adiar alguns compromissos por não poder sair de casa, doente. Tive ontem a última sessão de psicanálise do ano, as próximas só a partir de janeiro – ele também precisa de um descanso após passar o ano inteiro servindo de Muro das Lamentações. Após a consulta, vi a palestra sobre “Cura para traumas emocionais”, perfeita para mim. Mesmo tremendo por conta da febre, permaneci até o final. God is really wonderful, powerful, joyful, faithful. Tenho tentado ler o romance do Riobaldo, viajando naquela linguagem que só mesmo Guimarães Rosa seria capaz de criar. Cheia de dúvidas, pedi ajuda àquela mulher fantástica que sempre me ajuda com essas coisas e que estará orientando meu amigo Bergue com suas viagens ao mundo da Lygia Fagundes Telles. Incrível como tudo remete às Letras... poucas coisas me fazem tão bem quanto nossas conversas, que mesclam lingüística e literatura, entre outras paixões, e que nos fazem transcender esse universo fútil, banal e repressor em que vivemos. As perspectivas para as festas de fim de ano são as piores possíveis. Já estou preparando meu emocional para passar o réveillon de pijama, vendo o Show da Virada na Globo. Alguém me diz: “Até lá, as coisas podem mudar!”, outros convidam para passar o Natal na capital – minha última escolha. Eu realmente quero que as coisas mudem – um milagre. Mas gostaria mesmo de ganhar o presente pelo qual pedi, clamei tanto ontem. Deus sabe o quanto estou precisando... Se eu conseguir, certamente contarei aqui. Não morro de amores por canções de Natal, mas quero encerrar com essa:

I don't want a lot for Christmas
There is just one thing I need, and I
Don't care about the presents
Underneath the Christmas tree
I don't need to hang my stocking
There upon the fireplace
Santa Claus won't make me happy
With a toy on Christmas day

I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
All I want for Christmas is you

I won't ask for much this Christmas
I won't even wish for snow, and I
I just want to keep on waiting
Underneath the mistletoe

I won't make a list and send it
To the North Pole for Saint Nick
I won't even stay up late
To hear those magic reindeer click

'Cuz I just want you here tonight
Holding on to me so tight
What more can I do
Oh, Baby all I want for Christmas is you

All the lights are shining
So brightly everywhere
And the sound of childrens'
Laughter fills the air

And everyone is singing
I hear those sleigh bells ringing
Santa won't you bring me
The one I really need
Won't you please bring my baby to me quickly

I don't want a lot for Christmas
This is all I'm asking for
I just want to see my baby
Standing right outside my door

I just want you for my own
More than you could ever know
Make my wish come true
all I want for Christmas is you, you ooh, baby

All I want for Christmas is you

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Absolutismo


O mês era março, o ano era 1989. Eu completava sete meses de vida e gozava todos os direitos da primogenitura, com todos os cuidados e atenções convergindo para mim. Como era de lei, a cada dezoito do mês era eu meticulosamente arrumada, penteada, enfeitada e levada a algum lugar, de preferência com flores, para ser enquadrada nas lentes de algum fotógrafo incumbido de registrar aquelas datas tão importantes para meus genitores – eu mesma não entendia nada e talvez até achasse um saco todo aquele ritual, como se pode constatar na minha expressão de tédio. Quase nada de cabelos, mas a mãe insistia em prender um lacinho, provavelmente para evitar a não rara confusão das pessoas, que me julgavam menino. Bochechas, braços e pernas rechonchudas de um bebê saudável como desejo que sejam os meus quando vierem, se Deus quiser. As mãos firmes na cadeirinha, trono do meu reinado absolutista, e a bicicleta, minha carruagem. Do meu lado a me fazer escolta, um casal jovem, inexperiente e cheios de sonhos para aquela criaturinha indefesa – minha mãe no auge de seus vinte e um anos, com um jeans desbotado, um tênis All Star e uma cara que só as mães sabem fazer; meu pai, aos vinte e cinco, razoáveis quilogramas a menos e alguns cabelos a mais, usava uma blusa com um de seus inúmeros desenhos polissêmicos, sendo que esse destacava sua enorme paixão por inglês e sua fixação por águias. Em seu rosto, um misto de orgulho e esperança naquela garotinha de olhos iguais aos seus. Ao fundo, o colégio em que ele dava aulas e onde vivi oito felizes anos. Não poderia ser outro o cenário: a frente do colégio, aquele jardim sempre bem cuidado e as janelas de vidro pelas quais desejei tantas vezes fugir para escapar da monotonia das aulas. Quando entrei ali, por volta dos quatro anos, chorava para ficar junto de meu pai e tinha febre emocional quando este viajava para lecionar. Lembro dele sentando comigo na calçada de casa para me ensinar a ler. Desenhava figuras e escrevia os nomes do lado; a maioria eram dissílabas e eu insistia por outras mais difíceis. Lembro de, com muito esforço, ter pronunciado “ma-ma-dei-ra”, fazendo meu professor vibrar, com uma emoção incontida. Talvez seja esse o motivo por que o homem faz tantos filmes sobre máquinas do tempo. Amanhã é dezoito e o casal da foto, hoje com quatro garotinhas e preocupações quadruplicadas, dificilmente lembrará os dezenove anos e quatro meses de existência de sua mais velha. Não haverá comemoração ou coisa parecida. Louvo então o anônimo fotógrafo, que me permite rever através desse fragmento do passado o quanto eu, mesmo inocente, era feliz. Ou era feliz por ser inocente?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

The Pain's Son


É domingo, domingo de dezembro, nove de dezembro. Seria apenas mais um domingo, não fosse essa angústia sufocante que me fez evadir, tal qual um poeta romântico, a outra cidade em busca de alívio. Enquanto absorvo toda a melancolia da voz de Jorge Vercilo debruçada na cama de um grande amigo, carros vêm e vão do lado de fora, na estrada, constituindo a diversão da maioria das pessoas do lugar, sempre e fielmente sentadas em suas calçadas, como a esperar que em um desses carros chegue a tecnologia mostrada pelo imprescindível e onipresente guru – a televisão. Enquanto tal “progresso” não vem, a natureza ainda os presenteia com o agradável aroma dos cajueiros, que me faz fechar os olhos e “sentir” o Ceará em que nasci. Sim, estou falando de Ocara, cidade a que tanto vinha quando na infância, acompanhando meu pai. Enquanto esse dava suas aulas, eu desenhava meu mundo em um papel com giz de cera colorido e ouvia comentários do tipo: “Como ela é grande!” ou “Desenha bem igual ao pai”. Saudade é que nem maré, canta o insistente Jorge Vercilo. Saudade desse tempo bom em que minhas maiores inquietações eram quanto ao fato de não possuir tantos brinquedos ou roupas tão bonitas e caras quanto às das coleguinhas fúteis de classe. Hoje há outras coisas a me martirizar, mas a necessidade de aceitação permanece. Enquanto escrevo, todo meu ser é tomado por um sentimento de culpa por, mais uma vez, não ter sido boa o suficiente. Como dizem, por não “saber fazer”. Levanto, dirijo-me ao espelho e o que vejo ali? Objeto de desejo para uns, mente promissora para outros, desequilibrada emocional e pedra de tropeço para alguém a fim de livrar-se do maior número de problemas que puder. “Sem querer, te perdi tentando te encontrar”... O CD já repete e a noite voa. Qualquer som é melhor que o ir e vir dos carros, que me acelera o peito ao imaginar qual deles leva (ou traz?!...) aquele que perdi graças a uma imensa estupidez. Sinceramente, ainda é impossível julgar se houve ganho ou perda. É preciso tempo, tempo, tempo que me fará ver com olhos calejados e maduros as conseqüências de tão fatídico fim de semana. Enquanto isso, curto a fossa que me é de direito, gastando sem modéstia merecidas lágrimas a cada verso de música, a cada gesto meu que faz lembrá-lo, a cada sabor ou aroma, enfim, vertendo rios de frustração ao lembrar até das pilhérias. A causa de tal paradoxo não é a recordação do que foi; o que me persegue é o subjuntivo, o que me atormenta é o birrento “E se...?”. Não almejo ter como alimento a vã esperança – recuso o lenitivo. Prefiro engolir em seco o fato de ter deixado escapar pelas mãos aquele que mais me enlevou nos últimos anos, e que me fez pensar (meiga quimera!) que não seria mais necessário ter meus passos refreados pelo medo do (des)conhecido ‘amor’. Como um menino afoito e inexperiente, mergulhei de cabeça em um rio incógnito; a sensação inicial do contato com a água foi prazerosa de tal maneira, que esqueci das pedras ocultas sob a convidativa superfície. O choque foi duro, doloroso. Saí sangrando, a água em meu corpo inteiro, aquela superfície então unida à minha. Caudaloso rio, traiçoeiro rio. Antes tivesse vencido minhas forças e me levado com você de encontro à plenitude do mar.

Quixadá/Ocara-CE, 09 e 10 de dezembro de 2007.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Pessoa, pessoas

    Tudo o que faço ou medito
    Fica sempre na metade.
    Querendo, quero o infinito.
    Fazendo, nada é verdade.

    Que nojo de mim me fica
    Ao olhar para o que faço!
    Minha alma é lúdica e rica,
    E eu sou um mar de sargaço ---

    Um mar onde bóiam lentos
    Fragmentos de um mar de além...
    Vontades ou pensamentos?
    Não o sei e sei-o bem.

    Fernando Pessoa, 13-9-1933
O genial poeta provavelmente sofria da mesma angústia que eu - a de sentir que tudo que mais desejamos está agora a anos-luz do nosso alcance. Os maiores e mais queridos sonhos, que um dia nos impulsionaram para cima, parecem agora estrelas cada vez menores e mais distantes, e olhamos para elas do fundo do lamaçal em que nos encontramos. Cada vez mais rápido voam dias, semanas e meses, escapando de nossas mãos como areia, esvaindo-se e rasgando diante de nossos olhos toda nossa limitação.

Não estou nada bem da saúde - física e espiritual. Não me recordo da última vez que fui à igreja ou da última vez em que orei. Me sinto totalmente indigna de pedir a Deus qualquer coisa, e ao elevar o pensamento a Ele, expresso somente minha gratidão pelo Seu amor imenso e desinteressado por alguém tão miserável como eu.

O que ainda me dá ânimo é a graduação, a que tenho me dedicado bastante, principalmente à minha pesquisa em Lingüística Crítica e Análise do Discurso na Literatura. Falando nisso, estou adorando conhecer mais do poeta e suas outras personalidades. É incrível como, para cada estado em que me encontro, há uma poesia sua. Graças à ajuda de amigos e outras pessoas especiais, ainda não desisti totalmente. Sei que essa fase ruim, que por vezes parece eterna, há de passar.

Sobre um certo comentário feito a um certo post, é uma lástima que eu não tenha conseguido impressioná-lo(a), mas esse nunca foi o propósito desse blog.

A todos, meu abraço.

.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Amor é Síntese

Por favor não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu
Se ninguém resiste a uma análise profunda
Quanto mais eu
Ciumento, exigente, inseguro, carente
Todo cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor
Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braço
E eu serei perfeito amor.

(Mário Quintana)

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Começando aqui

.. Aqui estou eu, do mesmo jeito, para mais um post. Nada mudou, nada muda, mas sei que um dia tudo mudará. (Rs) Essa crise vai passar, eu sei que vai. E quando tudo acabar eu estarei mais amadurecida, pronta para outra. Não será o suficiente, sei que virão muitas outras, todas dando sua contribuição para o meu crescimento e aprendizado. Estou assim otimista porque acabei de conversar com um grande amigo, de quem eu muito lembrei durante esses dias, e que sempre tem boas palavras a me dizer. A vida já lhe ensinou muitas lições, a grande maioria da pior maneira, por isso eu gosto de trocar uma idéia com ele quando estou assim, ruim. Péssima seria um adjetivo melhor.

No sábado à noite nós fizemos serenata para umas 30 mães, mais ou menos. Foi cansativo, mas muito gratificante. Chegamos em casa às 4h da manhã. Acordei meio-dia. Deu tudo certo no programa das mães, graças a Deus. Na segunda-feira os problemas continuam. Olho para os lados e não vejo nenhuma saída. Para mim está tudo escuro, não sei mais por onde ir. Estou me sentindo num lamaçal, afundada até o pescoço. Estou precisando de paz, a paz que só Deus pode trazer. Sei que tudo que estou passando hoje é consequência dos erros que eu cometi. Deus nos perdoa e esquece as burradas que fizemos, mas infelizmente não nos livra de sofrer as consequências. Falei isso a um amigo hoje. Ele também está enfrentando uma situação difícil, e eu tenho pedido a Deus por ele, todos os dias. Ele sabe que é muito especial pra mim e que mal vejo a hora de voltarem as aulas, pra eu voltar a vê-lo todos os dias.

Encerro por aqui, não tenho nada de interessante para contar. Minha vida está a mesma, nada mudou, nada muda... mas vivo da esperança de que um dia mudará.

"Começando aqui e por todo sempre, o amor de Deus vai te acompanhar. Ele prometeu, jamais vai deixá-lo. Você não estará sozinho a vagar, Deus vai te amparar" --> Essa é para você, Sousa! Obrigado por tudo!

Beijos a todos. ;]

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Learn To Trust

Durante esses dias em que eu estive sem postar não aconteceu nada de tão importante. Ando sim, muito ansiosa, um pouco triste e abatida por causa dos problemas que eu sempre tive, mas que dessa vez vieram com mais intensidade. Chego a pensar às vezes que não vou poder suportar. Hoje acordei com os olhos estupidamente inchados. Levantei às 5h, me aprontei e vim para o colégio caminhando, sozinha como eu gostaria, refletindo sobre tudo que tem acontecido. Não sei o que irão pensar quando notarem a minha ausência. Se notarem... Enfim, cheguei aqui e li uma reflexão no advir.com.br que era tudo que eu precisava. É incrível o modo como Deus age: Ele manda as provações para que eu me aproxime dEle, para que eu fique agarrada a Ele, para que eu me lembre que não posso andar sozinha e que preciso inteiramente dEle para viver e tentar ser um pouco feliz durante essa vida. Esse feriado que passou foi terrível! Uma angústia sem fim, noites sem dormir, pesadelos... Estou precisando de amigos, mas quando olho ao redor e quando olho para o que já vivi quando confiei demais em alguém, vejo tanta falsidade, tanta inveja que fico com medo. Pode? Medo de fazer amigos?... Vou encerrar por aqui, deixo essa belíssima mensagem que hoje de manhã cedinho trouxe um pouco de esperança pra mim. Espero que traga para você que ler.


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Estranho e confuso?

"Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Ela respondia que estava bordando. Todo dia era a mesma pergunta e a mesma resposta.

Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia: "Mãe, o que a senhora está fazendo?" Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso.

Era um amontoado de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos. Eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava: "Filho, saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você e o coloco sentado

em meu colo. Deixarei que veja o trabalho da minha posição." Mas eu continuava a me perguntar lá

de baixo:

"Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros?"

"Por que me pareciam tão desordenados e embaraçados?"

"Por que estavam cheios de pontas e nós?"

"Por que não tinham ainda uma forma definida?"

"Por que demorava tanto para fazer aquilo?"

Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou: "Filho, venha aqui e sente em meu colo." Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa! Então minha mãe me disse: "Filho, de baixo, parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo.

"Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito: "Pai, o que estás fazendo?"

Ele parece responder: "Estou bordando a sua vida, filho." E eu continuo perguntando: "Mas está tudo tão confuso... Pai, tudo em desordem. Há muitos nós, fatos ruins que não terminam e coisas boas que passam rápido. Os fios são tão escuros. Por que não são mais brilhantes?" O Pai parece me dizer:

"Meu filho, ocupe-se com seu trabalho, com o estudo da Bíblia, descontraia-se, confie em Mim... e Eu farei o meu trabalho. Um dia, colocarei você em meu colo e então vai ver o plano da sua vida da minha posição."

Muitas vezes não entendemos o que está acontecendo em nossas vidas.. As coisas são confusas, não se encaixam e parece que nada dá certo. É que estamos vendo o avesso da vida. Do outro lado, Deus está bordando..."

"Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos." - Isaías 55:9

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A PREOCUPAÇÃO É COMO UM BARCO ENCALHADO...

Em agosto de 1918, um saveiro estava sendo puxado por um rebocador no Rio Niagara quando o cabo se quebrou. As fortes correntezas logo conduziram o barco em direção às cataratas.

Quando estava para cair, o barco encalhou em algumas rochas bem acima das quedas. Os dois homens que estavam a bordo foram salvos apenas no dia seguinte. Eles passaram uma noite de terror, pois, esperavam a qualquer momento despencar para a morte.

Isso aconteceu faz quase noventa anos e a velha barcaça continua lá, no mesmo lugar até hoje. Jamais aconteceu a queda prevista. Os dois homens se preocuparam por nada.

A esperada queda do barco, que trouxe ansiedade e desespero àqueles homens não aconteceu, da mesma forma que a maioria dos problemas que tiram nossa paz e alegria também não nos atingirão.

Aqueles que aprendem a confiar no Senhor, deixando todo temor à margem, são os que vencem as batalhas da vida e gozam das bênçãos abundantes de Deus. Portanto, não se deixe abater pelas lutas de seu dia-a-dia, enfrente-as com coragem e determinação, pois, a alegria do Senhor será sempre a sua força.

A preocupação é como um barco encalhado nas pedras. Ela nunca levará você a lugar algum!

"Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei pela salvação que há na sua presença" (Salmos 42:5).

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Agora veja algumas das promessas de Deus para você HOJE!

"O que atenta prudentemente para a palavra prosperará; e feliz é aquele que confia no Senhor." - Provérbios 16:20

"Pois o Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo; porque aprouve ao Senhor fazer de vós o seu povo." - ISamuel 12:22

"Pois o Senhor ama a justiça e não desampara os seus santos. Eles serão preservados para sempre, mas a descendência dos ímpios será exterminada." - Salmo 37:28

"Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória; não atentando nós nas coisas que se vêem, mas sim nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, enquanto as que se não vêem são eternas." - II Coríntios 4:16-18

Deus está junto com você e sabe de seus problemas e angústias. Confie NELE!

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Cansada... mas feliz!

Aconteceu uma tragédia: My PreCious não liga mais depois de um queda de energia terça-feira, quando estava chovendo muito. Hoje já entrei em contato com a Coelce, e vou levar o orçamento do conserto, pra ver se vou receber indenização.

Esses dias, aquela correria de sempre! Mas graças a Deus o pior já passou: a Cena (que estava tirando meu juízo) e o curso, que estava tomando minha tarde inteira. Hoje será o encerramento na Câmara... eu acertei com o pessoal para ser oradora da turma da tarde, mas soube que será à noite, e pra mim não dá.

Ontem a Cena foi muuuuuuuito legal! Acho que a gente tem que aproveitar esses momentos bons enquanto há tempo. Quantas coisas eu gostaria de ter feito nos tempos do colégio! Hoje fico só na saudade.... Agora, na faculdade, eu estou aproveitando o máximo que posso! Ontem me vesti de Cleópatra (inclusive quero registrar aqui meu agradecimento à minha amiga linda do meu coração Natasha, que providenciou todo o aparato dourado [Kkkkk] para que eu pudesse estar deslumbrante ontem à noite, e à minha madrinha que eu amo [Fernanda], que mais uma vez deu seu toque final à produção. Amo vocês duas!

Sábado tem Communion em Fortaleza, vai ser muito show :D..

Esses dias andei muito perturbada por causa de uns problemas que estavam me tirando o sono. Mas li o verso de II Crônicas 20:20 "Confiai no Senhor vosso Deus, e sereis salvos"... Nessas horas em que TUDO parece desabar na sua cabeça, e não há outra saída senão entregar tudo a Deus! Depositar nEle nossa confiança e descansar nos Seus braços.

Desejo um ótimo final de semana! Em breve postarei as fotos da Cléopatra!

Beijos ^.~

quarta-feira, 28 de março de 2007

Claustro, mas feliz.. bem feliz =)


Ontem fiz um corujão e fui dormir 3h da madrugada.. Estou aqui morta de sono ainda. Pela manhã dei aula de Inglês e à tarde estive com minha amada mãe no hospital. Vê-la tomando soro pra mim já é terrível.. quando ela começou a sentir dores, então. Mas irá se recuperar da cirurgia, tenho certeza.


Aquele ambiente de hospital é angustiante para uma claustrofóbica como eu. Graças a Deus nunca precisei ficar num lugar daqueles por muito tempo. Agora nesse momento vim em casa tomar banho e me preparar para passar a noite com ela. Talvez ela não saia amanhã, então tenho que trabalhar meu psicológico para conseguir ficar lá dentro por mais um tempo, sem maiores nervosismos. Eu olhava para aquele corredor cinzento e fechado.. aff! Muitas vezes me senti assim, emocional, afetiva e socialmente. Mas para quem não gosta de sentir-se preso, como eu.. "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".. Obrigado, Jesus, por me libertar da escuridão em que eu vivia.


A mudança da escola começou hoje à tarde. Consequentemente amanhã não darei aula de informática, até porque o laboratório só vai voltar a funcionar quando meu Mestre Guru vier de Fortaleza para instalar tudo de novo. Que saudades daquele louco.. Itamar I Love You Baby! rss



Hoje vi o vídeo do Camporee Jovem da União Nordeste que vai haver em novembro.. meu Deus, se só com o video eu me emocionei daquele jeito, me arrepiava toda.. imagine lá! Com um monte de jovens de todo o Nordeste.. e nós lá! Vai ser bom demaaaais!
Tem também a Missão Calebe, da qual iremos participar em Icó. Shoooow! [ www.missaocalebe.org.br ].. Esse ano quero usar todos os talentos que Deus me deu, e até os que Ele não deu, em favor da Sua obra. Me faz sentir muito bem. Vou trabalhar pelo ano de 2006 e por esse.. Para compensar meu status down do ano passado.


E é isso.. Vou correndo tomar banho porque minha mamãe tá lá sozinha! Boa noite.. ^^

terça-feira, 27 de março de 2007


De ontem pra hoje aconteceu um turbilhão de emoções na minha cabeça. Lembranças e saudades de tanta coisa, de tantas pessoas! Tantos flash-backs quiseram voltar a tocar.. tudo ao mesmo tempo! Fiquei feliz porque relembrei momentos bons que eu gostaria muito que voltassem... mas eu sei que virão melhores e melhores... Se não com as mesmas pessoas, se não nos mesmos lugares, mas sempre com o mesmo entusiasmo e ansiedade típicos do meu modo de curtir cada momento.

Estou me sentindo em um desses reality shows, com tantas pessoas preocupadas com cada passo que eu dou. Me sinto muito importante, sabendo que há pessoas que se preocupam em ouvir ou saber de cada palavra que eu pronuncio e de levá-la a outras pessoas, muitas vezes até demonstrando sua surpreendente criatividade ao incrementar um conteúdo novo ao meu discurso. Admiro muito a capacidade que essas pessoas têm de engendrar toda uma trama, fazer nascer todo um enredo, com personagens dos mais inusitados. Acho que as grandes redes de televisão estão perdendo essas pessoas aqui nessa cidade. Elas dariam ótimos escritores de novela das oito.


Hoje deu saudade de momentos felizes que vivi no ano passado. Ouvi uma música antiga que diz: "Se um dia eu chegar muito estranho, deixa essa água no corpo lembrar nosso banho". Ahh... (suspiro) Pena que jazem quase no esquecimento. Também lembrei outros momentos, momentos bons de amizade, de rir até a barriga doer, de gritar estericamente, deixando pasmas as crianças ao redor. Muito bom. Gostaria de reviver esse último um dia, quem sabe esse ano, se o tempo for favorável, se o inverno for bom...


Ontem a chama do desejo de terminar logo a graduação e partir pro mestrado voltou a arder em mim. Voltamos aos encontros do GELC (Grupo de Estudos em Lingüística Crítica), que para mim é inspirador, é o que ainda me motiva para ir à faculdade. Por falar nisso, hoje estávamos todos preparados para o seminário de Psicologia, e lá pelas tantas a digníssima manda dizer que não vem. Deus me perdoe, quem sou eu para julgar alguém? Deus é maravilhoso, em Sua infinita sabedoria fez com que tivéssemos mais tempo para estudar um pouco mais. Ele atendeu minhas orações, quando pedi que Ele me fizesse ter de volta o ânimo que eu perdi, para assistir às aulas. Obrigado, Deus! O Senhor é demais, muito mais do que eu preciso. Essa semana estou tentando organizar os meus horários, pois tenho muito o que ler ainda, muita leitura atrasada. Quero ser uma serva boa e fiel. Há muitas tentações, várias! Tenho alguns pecados conscientes, acariciados.. às vezes até acariciados demais. Mas sei qual o segredo da vitória, falta em mim apenas praticar o que aprendi a duras penas.
Pela manhã li esse verso da segunda carta de Paulo aos Coríntios e quero encerrar esse post com essas palavras: "Em tudo somos atribulados, mas não angustiados. Estamos perplexos, porém não desanimados. Abatidos, mas não destruídos". Por causa de coisas que aconteceram e continuam acontecendo comigo, eu criei ao longo do tempo uma redoma, projetada para ser inquebrável, a fim que me proteger de novos ataques de decepção e desânimo com o ser humano. Esse forte foi construído à base de desconfiança, frieza, às vezes até falta de respeito com o sentimento alheio. Mas quando leio esse verso e vejo que sou perseguida mas não desamparada... que posso ficar abatida com tudo que me feriu, com as decepções e falsidades, mas não estou destruída e nem posso me sentir assim... então eu lembro que devo seguir olhando firmemente para Cristo, Autor e Consumador da minha fé. Podem me chamar do que quiser (e essa agora é pra você) - eu sei que você acha que eu me fiz de santa e que tudo que falo não passa de hipocrisia. Mas o que importa para mim hoje é como Deus me vê. Porque como você me vê - e eu sei muito bem como é - já não importa mais. Hoje a sua opinião sobre mim vale tanto quanto a dos escritores de novela em potencial de que eu falei no começo. Hoje eu estou feliz, aprendendo a driblar as serpente que insistem em me fazer cansar. Mas eu já estou ficando craque com isso. Uma verdadeira atleta.

Boa noite..! ^^