Esse post é somente para agradecer pelos gentis comentários que tenho recebido. Vocês são realmente muito educados, obrigado! Só uma pergunta: de onde vocês tiraram essa história de livro? É... se bem que, depois de uma que me aconteceu, nada mais me surpreende. Um certo dia em uma livraria famosa, passeando meu olhar por entre os mais vendidos, tive minha atenção despertada por um livro de capa preta e título paradoxal. Vencendo minha miopia, apertei os olhos e li o nome do autor: Bruna Surfistinha(??!!). Pensei: deve ser a fome! Sacudi um pouco a cabeça e tentei decifrar novamente. Engano meu, amigos. Aquela aberração era real e estava deixando suados dois rapazinhos perto de mim que devoravam trêmulos um exemplar não-lacrado d’O doce veneno do escorpião’ – assim se chamava a obra. Por pouco não contive minha repulsa: as aventuras sexuais de uma prostituta narradas sem a menor preocupação estética e ainda figurando entre os mais vendidos, era demais para uma apaixonada por livros como eu. Corri para as estantes onde jaziam esquecidos Veríssimo, Lygia, Clarice, e tantos outros, quase gritando “Socoooorrrro!”. Ingeri doses cavalares de contos, crônicas e poesia e voltei para casa. Pouco tempo depois, volto àquela livraria – maior atrativo de um shopping para uma desprovida de recursos e rica em curiosidade como eu. Mal havia me recuperado totalmente do trauma, e vejo na vitrine: “O que aprendi com Bruna Surfistinha – Lições de uma vida nada fácil”, agora assinado por Rachel Pacheco, a própria “Bruna”. Dessa vez balancei a cabeça apenas como censura e suspirei de desgosto. Outro dia, um amigo falou que havia baixado da internet o arquivo em áudio do primeiro livro. Após sentir náuseas por me imaginar ouvindo aquilo, fiquei a pensar no Brás Cubas, que não acreditava que mais de dez pessoas leriam suas Memórias Póstumas. Talvez nosso defunto-autor estaria prevendo a que ponto chegaríamos. Felizmente o número de leitores foi bem maior e hoje sua obra serve de refúgio contra disparates como Paulo Coelho, Dan Brown, Harry Potter, Brunas, escorpiões e tantos outros venenos letais à mente de qualquer pessoa. Mais uma vez, muito obrigado pelos comentários. Realmente, depois de comprovar que qualquer um pode publicar um livro, não vou mais duvidar das profecias de vocês. Deixo esse link para complementar o que escrevi:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u65281.shtml
Abraços!

2 comentários:
Não estou de acordo com seu ponto de vista pois, de acordo com seu texto, suponho que você não leu o livro da "Bruna Sufistinha" para ter embasamento suficiente ao ponto de dizer se o livro é bom ou ruim julgando-o apenas por seu título ou por seu autor, neste caso, autora.
Acho eu que você formou sua opinião pura e exclusivamente pela autora ter sido garota de programa, o que acarreta, infelizmente, em uma atitude preconceituosa de sua parte. Já imaginou se todos os autores tivessem de ser licenciados, graduados, especialistas, mestre ou doutores em letras para ser um autor? Não existiria a cultura da leitura, tendo em vista o baixo número desses pensadores em nossa sociedade.
Creio que toda e qualquer leitura é um aprendizado, mesmo aquelas de títulos mais inusitados e conteúdos julgados não tão cultos por alguns, e, para um jovem (como os dois da livraria), creio que a linguagem usada em Memórias Póstumas de Brás Cubas, não é tão atraente, com isso a leitura corre o risco de se tornar uma leitura "aborrecida", podendo ele (o jovem de hoje em dia) perder o gosto aos livros, justamente por escolher um título tão aquém de seu interesse.(Também não li o livro, nem estou defendendo)
Postar um comentário